Poço sem Fundo
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*Há dias em que a realidade se veste de crueldade*
*por vezes insana, num compasso sem razão*
*um desnorte que tropeça em si mesmo,*
*onde a cegueira impe...
Há 3 dias
"Michael, está é a minha homenagem para você, esteja onde e como estiver..."
A tribute performed by 1,500 CPDRC Inmates on June 27, 2009 in memory of Michael Jackson. Completed in 10 hours after receiving word that the King of Pop passed away. May he always be remembered. ...
Tradução
Uma homenagem realizada por 1.500 CPDRC Detidos em 27 de junho de 2009, em memória de Michael Jackson. Concluído em 10 horas após o recebimento palavra que o Rei do Pop faleceu. Que ele possa sempre ser lembrado. ...
Dancing Inmate's Michael Jackson tribute
Michael foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés.
Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot e o Moonwalk.
Seu estilo diferente e único de cantar, bem como a sonoridade de suas canções
influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, dance e R&B.
Fonte de pesquisa:wikipedia
Michael Jackson in boogie wonderland
Michael Jackson permanece pela terceira semana seguida liderando a parada britânica de álbuns. De acordo com a Official Charts Company quatro álbuns do cantor estão entre os cinco mais vendidos da Grã-Bretanha.
O primeiro na lista dos mais vendidos é o "The essential", álbum com os maiores sucessos do astro. Na primeira semana logo após a morte do cantor, o CD mais vendido foi "Number ones".
Desde sua morte, no último dia 25 de junho, o número de álbuns e singles vendidos chega a 1,5 milhão. Só na Grã-Bretanha foram quase 600 mil cópias.
Por: Redação
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“Fiquei muito triste com a notícia. O Michael Jackson fez parte da minha ivida e foi um dos meus grandes ídolos. Na minha opinião, seu talento musical era indiscutível. Penso que ele é como uma lenda: imortal, vai ficar para sempre na história.”Essa perda me deixou muito triste. Que Deus te acompanhe, Michael.
Pai de Michael Jackson quer que netos façam a turnê The Jackson Three, segundo tablóide inglês
Pai de Michael Jackson quer que netos façam turnê
O pai do astro do pop pretende levar seus netos para a turnê The Jackson Three, segundo tablóide inglês
Seg, 13/07/2009 - 19:52
Foto: Marcos Rosa
Pai de Michael Jackson quer que netos façam a turnê The Jackson Three, segundo tablóide inglês
LONDRES, 13 JUL (ANSA)
O pai do cantor Michel Jackson pretende levar os filhos do astro pop para uma turnê mundial chamada ''The Jackson Three'', segundo publicou hoje o tablóide inglês The Sun.
Joe Jackson tenta convencer Prince Michael, de 12 anos, Paris, de 11 anos e Prince Michael II (conhecido como ''Blanket''), de 7 anos, a realizarem uma turnê no ano que vem.
''Ele já ofereceu contratos de gravação a dois filhos de Michael. Agora está falando em conseguir a melhor banda de suporte e levá-los a uma turnê mundial chamada ''The Jackson Three'', disse ao tablóide Ian Halperin, autor da biografia não-autorizada do astro pop.
Tal notícia foi anunciada após o pai de Michael dizer a veículos da imprensa que Paris tem talento para ser cantor, assim como ''Blanket'' é um ótimo bailarino.
A ideia da turnê, no entanto, não agradou os outros membros da família, que temem que as crianças sejam expostas e exploradas.
Michael Jackson acusava constantemente o seu pai de tê-lo deixado vulnerável ao maltratar ele e seus irmãos quando formavam a banda The Jackson Five.
Já estamos acostumados a perder aqueles que chamamos de estrelas. Em nossa era pós-pré-alguma-coisa, acostumados a seguir a história das pessoas como se fosse ficção. Como se fosse mentira.
Usamos a interpretação de cronistas e blogueiros para levarmos nossa imaginação além, e para que possamos acreditar que a realidade lá fora á bem menos estúpida e comum do que nós vemos com os olhos. Dependemos do sonhos que alimentamos nos outros, para não precisar expôr os nossos.
Nós somos ridículos.
Mas não somos os vilões da história de Michael Jackson. Uma história que toda a humanidade acompanhou, dos mais radicais terroristas árabes muçulmanos que assistem Al-Jazeera o dia inteiro passando por (insira aqui seu cliché preferido, de preferência de uma nacionalidade distante, estranha, "bizarra").
A história de Michael Jackson é fantástica demais para que tenhamos algo a ver com ela. Quantas pessoas no mundo mudaram de raça? Quantas foram tão reprimidas à ponto de perder a identidade sexual? Quantas poderiam entrar em qualquer bar, café, cinema, restaurante do planeta e causar um choque imediato?
O mundo precisava de Michael Jackson. E Michael Jackson estava lá.
Quando tudo parecia sujo e feio, Michael Jackson estava lá. Quando a música precisava dar um passo à frente. Quando a dança precisava de um herói. Quando os tablóides precisavam de um escândalo.
Inflamos o ego dele para que acreditasse desde criancinha que nós sempre estaríamos por perto se ele precisasse. Não estávamos.
Ninguém segurou Michael Jackson quando ele desabou no chão, de uma hora pra outra, nessa quinta-feira.
Uma hora depois, milhares estavam em frente ao Hospital Universitário de Los Angeles. Já era tarde.
Quantos daqueles milhares tinham um ingresso da turnê de Michael Jackson em uma gaveta em casa?
Quantos dançaram o Moonwalk na frente do espelho?
Michael Jackson foi uma invenção. Historicamente, um mito construído pelos esforços coletivos de uma assessoria "ousada", que desenvolveu uma estratégia extremamente agressiva de marketing, e que criou um formato inédito. A idéia foi lançá-lo com estardalhaço, em produções de encher os olhos, e confiná-lo ao isolamento e ao silêncio minutos depois.
Michael Jackson nunca teve ninguém. E acreditava que é assim que se vive.
O bunker de Michael Jackson era intencional: se não pudesse falar com ele, a imprensa teria que inventar notícias para suprir à demanda imensa criada em sua audiência (nós), que, por usa vez, teria que transformar imaginação em esquizofrenia para passar e encaixá-lo mesmo na especulação mais exdrúxula, já que não havia outra escolha. Os boatos mais absurdos passaram a ser publicados, e eram acompanhados (aumentados, por vezes) pela mesma assessoria. Foi a aplicação do princípio "fale mal, mas fala de mim" em uma escala absurda e surreal.
É claro que perdeu-se o controle.
Em pouco tempo, ninguém mais sabia no quê acreditar. De boatos ingênuos e inofensivos (Michael Jackson teria mesmo comprado o esqueleto do homem-elefante? Dormia em uma bolha de oxigênio? Estava virando a Elizabeth Taylor?), em pouco tempo passou a realmente chocar e escandalizar mesmo o mais apaixonado fã, quando surgiram as tais denúncias de pedofilia.
Pode ser que Michael Jackson tenha feito todas essas coisas. Mas também pode ser que a imaginação e a empolgação de alguém perto dele, pode ser que a adrenalina e a fantasia provocada pela presença dele transformava todo o resto em ordinário, descartável, chato.
Pode ser que Michael Jackson viciasse. Depois de entrar em seu círculo mas próximo, pode ser que a rejeição ao ver que ele passou a preferir outra pessoa fosse dolorosa
o suficiente para que uma criança simplesmente acreditasse que realmente foi molestada. E talvez moralmente e psicologicamente a proximidade com uma estrela tão grande e polêmcia fizesse mesmo mal.
Percebe como não sabíamos no que acreditar em relação à ele?
Por isso mesmo, na tarde de ontem, quando a notícia foi publicada por um tablóide, ninguém sabia como reagir. Seria verdade? Mentira? A tão esperada confirmação nunca vinha. Enquanto isso, piadas eram feitas. E uma simples busca no Google ou no Twitter era suficiente para revelar o melhor e o pior do que somos capazes.
Faça um exercício: procure por uma imagem de Michael Jackson no Google Imagens. Vai lá. Eu espero.
Depois de dar uma folheada, quantas piadas você encontrou? Dessas, quantas eram boas? Quantas eram absolutamente idiotas?
Fazer todos acreditarem no impossível, como ele fez, teve uma consequência devastadora. Perdemos a referência pela ilusão. Acreditamos que poderíamos voar. E as pessoas riram de nós.
Somos ridículos se acreditarmos que não temos nada a ver com isso.
Quando uma estrela morre aos 50 anos as falhas da cultura que produziu o seu brilho, poliu seu talento e premiou suas conquistas são imediatamente expostas. Nesse caso, a nossa. Mas não adianta fazermos nada a respeito agora.
Agora é hora de luto.
on line-quem-noticias
Mariah Carey usou seu Twitter para se desculpar por sua apresentação no tributo em homenagem a Michael Jackson. "Tentar cantar foi praticamente impossível para mim. Eu mal conseguia segurar o choro", escreveu.
A cantora admitiu falhas e disse que isso aconteceu pelo fato de ela ter ficado muito emocionada após ver o caixão de Michael.
"Desculpem-me por não conseguir cantar da melhor forma. Uma coisa que sei é que nós nunca iremos nos despedir realmente de Michael Jackson. Seu legado vive por meio de sua música e dos milhões de pessoas que ele inspirou. Ele estará para sempre em nossos corações”, disse.
Michael Jackson pode ganhar uma nova homenagem. De acordo com o jornal “New York Daily News”, o reverendo Al Sharpton, amigo pessoal da família Jackson, teria sugerido ao serviço postal americano, U.S. Postal Service, que lance um selo em memória do cantor.
Porém, segundo a publicação, os executivos da empresa explicaram que a regra é que as estrelas não podem ter seu próprio selo até que se passem cinco anos de sua morte.
Em entrevista ao jornal, um porta-voz dos correios americanos afirmou:"Estou certo de que receberemos milhares de cartas em apoio ao selo, mas regras são regras e teremos de esperar".
Além de ter feito esse pedido, Sharpton também teria solicitado ao governo americano que declarasse um dia nacional de luto pela morte de Michael Jackson.
Na última terça-feira foi realizado um tributo a Michael Jackson, no qual Mariah Carey, Usher e outros cantores prestaram homenagem ao ídolo.
Segundo o tablóide “The Sun”, uma cratera na Lua foi rebatizada com o nome de Michael Joseph Jackson pela The Lunar Society Replubic. Antes da morte do rei do pop, o buraco era conhecido como Posidonius J.
Michael, que comprou um terreno na Lua em 2005, era um dos maiores latifundiários lunares. A Lua sempre esteve ligada ao trabalho de Michael. Basta lembrar do famoso passo criado pelo cantor, moonwalk, e da música “Scared of the Moon”.
Maior ícone pop de todos os tempos, Michael Jackson ganhou também versões "renascentistas". Os "quadros" foram produzidos para um concurso de manipulação de imagens promovido pelo site Worth 1000. A imagem do cantor, em diversas fases, foi uma das que mais apareceram no concurso, que recebeu ainda "pinturas" de Brad Pitt, Amy Whinehouse, Susan Boyle e outros. Michael, que já foi retratado como um rei em um quadro de verdade, provavelmente aprovaria a homenagem.
Apenas um garoto querendo salvar o mundo
Ele era apenas um garoto grande querendo salvar o mundo.
Michael Jackson começou sua carreira muito pequeno. Quando mal sabia ter dominio sobre as próprias palavras, Michael já liderava os Jackson 5. A história de sucesso desse garoto todos já sabem. O que poucos sabem, procuram saber, ou simplesmente ignoram, são os bastidores dessa trajetória.
Michael soube o que era pressão muito novo. Passou sua infância trabalhando como adulto, e a fase adulta querendo voltar a ser criança. Quando pequeno, tinha que lidar com um pai rude, severo, que comandava os ensaios da banda de irmãos com um cinto na mão: qualquer respiração torta, chibatada. Joe Jackson foi responsável por vários traumas de infância nos irmãos Jackson, principalmente no pequeno Michael. O patriarca da família não cansava de demonstrar todo seu "afeto", com palavras singelas para expressar o quanto achava MJ feio ou sem talento. Bom o bastante? Até parece, Michael estava bem longe disso. Diante dos intensos ensaios, apresentações, gravações e desprezo dos demais, Michael encontrou amizade em um ser peculiar: um pequeno rato. Batizado de "Ben", o animalzinho era confidente do futuro rei do Pop. Ao flagrar tamanha intimidade de seu caçula com esse animal, Joe Jackson decidiu ser prático: matou Ben. E lógico, deixou a prova do ato na caixa de sapatos onde Michael escondia o amigo, para que seu filho pudesse ver o feito. Mais tarde, o astro escreveu a música "Ben", para relembrar essa fase.
Em meio aos maus tratos, xingamentos e ironias de Joe Jackson, Michael ia se tornando cada vez mais importante no cenário musical. Ninguém conseguia acreditar no poder que aquela voz tinha, na elasticidade do corpo daquele pequeno menino. Os Jackson vendiam cada vez mais graças ao carisma e talento do pequeno Michael. Mas isso não foi bom o bastante para que sua família reconhecesse seu poder. Mas foi bom o bastante para que gravadoras e empresários quisessem lança-lo em carreira solo.
Enquanto estourava sozinho, crescia o interesse da mídia sobre a vida daquele astro, que difundiu para o mundo a música negra e soube mesclar como niguém R&B, Pop, Rap e Rock. Em contrapartida, Michael não tinha muita vida. Sabia que podia cantar, podia dançar, podia escrever, poderia se expressar por meio de sua arte. Sabia que o palco era seu lugar, e sabia que lá poderia ser livre. Enquanto cada vez mais Michael mostrava domínio sobre o palco, tinha menos domínio sobre sua própria vida. Michael já tinha virado alvo fácil da imprensa, que na época, tinha sua trupe mais marrom do que nunca. Michael dorme em uma câmera para preservar a juventude? Comprou ossos do homem elefante? Tem um caso com um macaco? A resposta de Michael? Por meio de sua arte...
Acontece que não o deixaram sozinho. Michael era cada vez mais perseguido por sangue-sugas e urubus. Todos imaginavam, mas ninguém conhecia o verdadeiro Michael. Seria ele extravagante? Cheio de sí? Poderoso? Na época do sucesso do album Thriller, a revista Rolling Stone levou o astro a sua capa. A edição foi republicada no 25º aniversário do album. No texto, o reporter se mostra admirado com o que encontrou: um garoto timido, de jeans tênis e camiseta do mickey, voz baixa, olhares para o chão. Nada comparado com aquele super astro que se mostrava no palco.
Mas Michael sempre foi assim. Um rei no palco. Não tinha para ninguém. Sempre conseguiu dançar, cantar, entreter o público e fazer uma performance que até hoje ninguém consegue superar. Seus clipes são perfeitas obras de arte, e seus CDs entraram para a história. Mas esse era o único lugar que poderia ser feliz, poderia ser livre. Nos bastidores, não teve infância. Não teve adolescência. E teve centenas de milhões de olhos vigiando todos os seus passos.
Em busca da infância perdida, Michael fazia amizade com crianças. Fato estranho para alguns, mas para ele não era. Michael brincava, pulava, corria, como se fosse um deles. Os pais das crianças? Adoravam! Afinal, seus filhos frequentavam o parque de diversões do maior astro da atualidade. Mas eis que vem a tona o caso Jordan Chandler: garoto de 13 anos que frequentava a casa do astro, pais separados, pai sem poder algum sob a vida do filho, que decide contar ao mundo que seu rebento era abusado pelo grande astro pop. Na época do caso, a CNN conseguiu um audio no qual o pai de Jordan afirmava.. " "Se eu for adiante com isso, ganho uma bolada. June [mãe de Chandler] perderá [a guarda do menino] e a carreira de Michael será arruinada". Na onda do garoto, outros meninos também disseram terem sido abusados por Michael Jackson. Meteram até Macaulay Culkin na história, ídolo mirim da época e amigo de Jackson. Alguma semelhança?
Bom, Macaulay logo desmentiu. Os outro garotos também, alguns voltaram a mídia mais tarde para confessarem que foram tentativas desesperadas das mães de tirarem dinheiro do astro. Michael negou todas as acusações. Michael foi inocentado por juri popular em 2005. Acho meio dificil terem conseguido somente fãs de MJ para inocentá-lo no juri, certo?
Mas para quê acreditar que um astro como Michael não é pedofilo? Por que não acreditar nos urubus da mídia, nos urubus da sociedade, por que acreditar em um ser carente como Michael Jackson?
Michael foi vítima. Morreu por culpa de seu pai. Morreu por culpa das pessoas gananciosas que o cercavam. Morreu por culpa da imprensa, que não poupava o astro nem quando esse resolvia dar um tchau de dentro de seu carro.
Enquanto o mundo lhe tacava pedras, Michael tentava salvar o mundo. Não poupou esforços e nem energia para encabeçar causas sociais, criar letras com temas importantes, ajudar e criar fundações. O Mundo o chamava de pedófilo, ele queria Curar o Mundo . O mundo o chamava de esquisito, ele queria mudar suas atitudes . O mundo destruia o planeta, e ele cantava para salvar a Terra .
Mas para que dar atenção a isso quando o legal é falar mal?
Mesmo após sua trágica morte, mesmo após o mundo chorar sua perda, muitos preferem comentar "as esquisitisses" de Michael ao invés de falarem sobre suas obras sociais, sobre seu legado para a música, sobre sua real importância para o mundo. Salvo algumas exceções, foi priorizado buscar a audiência e focar no destrutivo ao invés de mostrar algo de bom. Deixo aqui registrado a belissima homenagem dos Estúdios Mauricio de Sousa, feita pelas mãos de Paulo Back, de uma sensibilidade ímpar.
Prefiro pensar assim. Prefiro imaginar Michael sendo recebido pela trupe de anjos no céu. Michael cantando Black Or White, Beat it, Billie Jean, Thriller. Prefiro não dar atenção a quem não acredita na verdade, não pesquisa, não se preocupa com a dor alheia.
Afinal, Michael era apenas um garoto grande tentando salvar o mundo. E um grande homem tentando salvar a si mesmo. Que ele consiga, finalmente, encontrar sua felicidade.
POSTADO POR ANINHA
http://caimuitagaroa.blogspot.com/